quinta-feira, janeiro 12, 2006

Deus, nós e os "naufrágios"...


O naufrágio de Paulo – Actos 27 a 28:10
O "naufrágio" de Jonas – Jonas …4


Após a leitura dos dois textos bíblicos, podemos constatar que em ambos os casos Deus estava presente, realizando milagres etc., e apesar das circunstâncias adversas (usadas para Seus propósitos), ninguém se perdeu… As principais questões ou diferenças entre os casos está na atitude de Paulo e de Jonas diante das “situações de ministério”. Comente.

Paulo estava preso, Jonas estava livre. Com isto em mente, relacione, compare e comente as principais atitudes que cada um deles teve em termos de “função ministerial”, de utilização de seus dons e talentos e etc.…

Ao analisar a sua vida e o seu ministério, você pode dizer que hoje as suas atitudes estão mais próximas das de Paulo ou das de Jonas? Explique.

No capítulo 3 vemos Jonas fazendo o ministério sem a motivação correcta. Depois de sua experiência de fuga frustrada, ele o fez por fazer (em apenas 1 dia!), para cumprir uma obrigação, talvez por medo (haveria 1 novo peixe grande???)... Como estamos a realizar o ministério que Deus nos confiou? Qual a nossa motivação…?

Jonas tinha seus motivos (históricos por exemplo) para não querer envolver-se com os ninivitas no sentido de vê-los abençoados. Temos ao longo do nosso percurso ministerial desenvolvido este tipo de “reacção” para com alguém (“lá vem aquele casal de novo, eles não progridem”) ou para com algum grupo ou situação em particular?

No capítulo 4 vemos Jonas descontente com os resultados (não eram os que ele esperava ou gostaria) e portanto muito irritado, furioso por questões menores (1 simples planta) e desanimado (é melhor morrer do que viver). Como está o seu nível de frustração pessoal e ministerial?

Jonas sabia que seus planos eram diferentes dos planos do Senhor (4:1 e 2). Daí o seu desespero e fúria, mas ele insistia à sua maneira (4:5). Estão nossos projectos e sonhos ministeriais alinhados com o carácter, a palavra e a vontade do Senhor? Temos insistido naquilo que deveríamos de facto rever?

Ao longo do capítulo 4 vemos Deus tentando travar um diálogo com Jonas, tentando fazê-lo ver as coisas de outra maneira. Temos nós ouvido a Deus tentando se calhar reorientar nossa atitude, motivação, vida, e ministério? Ao final do livro não sabemos qual foi a resposta de Jonas às perguntas que Deus lhe fizera. Mas qual será a sua resposta a Deus?

Tudo aponta para que em nosso percurso ministerial eventualmente possamos oscilar entre as atitudes de Paulo e de Jonas. Ao longo do tempo temos estações mais parecidas com Paulo, outras mais parecidas com Jonas, enfim, vivemos um misto de Paulo e de Jonas nos aspectos mencionados. Em qualquer caso, como vimos, Deus está sempre presente, procurando trabalhar em profundidade em nossa vida. Deus não fez e não faz distinção entre Paulo e Jonas, um não é melhor que o outro, não houve um amor ou um abençoar condicionado às respectivas atitudes, mas uma presença divina constante e paciente, de diálogo, interveniente, cooperadora para o bem e para o cumprimento de Seus propósitos tanto na vida de um quanto na vida de outro, bem como daqueles sob as suas influências. Assim também é connosco hoje, quer estejamos numa fase mais como Paulo, ou quer estejamos numa fase mais como Jonas. Deus é bom, sempre! Comente.

AR