quarta-feira, fevereiro 01, 2006

Discípulos: fazer ou não fazer, eis a questão!

Jesus presta contas antes da cruz – João 17
“Eu te glorifiquei na terra, completando a obra que me deste para fazer” (João 17:4)

Podemos ter a ideia que Jesus teria muita coisa para apresentar a Deus no seu “relatório” ministerial: milagres, curas, devolver a vida aos mortos, multiplicação de pães e peixes, libertação de possuídos pelos demónios, domínio sobre a natureza, multidões a seguí-Lo, etc. No entanto, Ele sabia qual a Sua “corrida”, e a partir de João 17:6 Ele apresenta o único motivo pelo qual Ele considera Sua obra completa: aqueles que o Pai lhe confiou para serem feitos Seus discípulos! Quais são aqueles que o Pai confiou a si para serem feitos discípulos de Jesus Cristo?
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Jesus concentrou Seu trabalhou durante quase 3 anos principalmente em um grupo de apenas 12, tornando-os Seus discípulos na base de relacionamentos íntimos (a ponto de chamá-los de amigos). Estamos preocupados ou distraídos com muitas coisas, com os grandes eventos e “quantidades”, ou desenvolvemos relacionamentos modelares, profundos e estratégicos para fazer discípulos reprodutivos? Qual a sua prioridade?
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Apesar de ainda não se encontrarem “prontos” (João 16:32 – “vocês me deixarão sozinho”), Jesus (após dar o modelo de fazer discípulos), confiou a eles (e a nós) – João 17:18 - a tarefa de prosseguirem com o “fazer discípulos de todas as nações” após Sua morte e ressurreição (Mateus 28:18-20). Se Ele fosse depender das multidões que Ele alimentou, ensinou e curou, o Seu ministério acabaria com a cruz! Quem vai dar sequência ao seu ministério após a sua morte? Não há ninguém “pronto”? Está o seu ministério centrado em “fazer discípulos” reprodutivos? Como pode ser explicada a diferença entre fazer convertidos e fazer discípulos?
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O que Paulo escreveu a Timóteo em sua segunda carta, 2:2, revela quatro gerações de “discípulos”: 1. Paulo> 2. Timóteo> 3. homens idóneos> 4. outros homens idóneos. De facto, Jesus é o autor dessa estratégia reprodutiva, pois em João 17: 20 e 21 Ele ora nesse sentido (inclusivamente por nós) ao afirmar: “Não oro apenas por eles (os doze). Rogo também por aqueles que crerão em Mim, por meio da mensagem deles (os doze) …” Para além da oração por aqueles que Deus confiou a si, você tem uma estratégia reprodutiva/multiplicativa simples, clara, capacitadora e transferível? Você tem acompanhado a sua “descendência” de discípulos? A sua igreja pode ser considerada uma igreja fazedora de discípulos que fazem discípulos que fazem discípulos…?
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Ao fazer discípulos, Jesus transformou pessoas simples em grandes propagadores do Reino de Deus…que fizeram mais que o próprio Jesus! (por exemplo em Actos 6:7 lemos – “crescia rapidamente o número de discípulos…”) Qual o seu objectivo na vida daqueles que Ele confiou a si? Você tem receio de ser “ultrapassado” por um discípulo?
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Como lemos em João 17:4, Jesus prestou contas a Deus! Você tem facilidade em prestar contas? A quem e sobre o quê? Como no final de sua “corrida”, você poderia dizer que glorificou a Deus completando a obra que Ele confiou a si?

AR-28/01/2006